Rio Grande do Norte já tem 71 cidades com chuvas acima do normal

Em 2019, 71 municípios tiveram chuvas entre na média e acima da média no RN

As condições são favoráveis, e tudo indica que o comportamento atmosférico trará chuvas na média ou acima da média para o Rio Grande do Norte nos meses de fevereiro, março e abril – trimestre que concentra a maior das parte das precipitações anuais. A boa notícia foi anunciada na tarde dessa sexta-feira (18) pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), após Reunião Climática realizada na sede da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em Fortaleza/CE.

Durante o encontro, especialistas e meteorologistas dos centros de previsão climática do Nordeste, do Instituto Nacional de Meteorologia, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais avaliaram as condições oceânicas e atmosféricas para os próximos meses. Precipitações devem ficar entre 300 milímetros e 700 milímetros.

“Em termos de natureza precisamos sempre considerar uma margem de erro, mas há grandes chances do período de chuvas em 2019 fique próximo ou acima da normalidade. As condições não estão 100% favoráveis, mas dados importantes indicam a tendência de formação de nuvens”, explicou Gilmar Bristot, gerente de meteorologia da Emparn.

Ele destacou que o monitoramento de chuvas no RN já registra chuvas em 71 municípios do Estado com o volume acumulado na média e/ou acima da média histórica para o mês. Bristot lembrou que o mês de dezembro de 2018 foi o mais chuvoso dos últimos anos, e que o ano de 2018 também “foi o mais chuvoso dos últimos sete anos, quando tivemos seis anos seguidos de seca”.

Ainda de acordo com o meteorologista, as análises apresentadas durante o encontro em Fortaleza mostram que o fenômeno El Niño continua atuando na porção equatorial do oceano Pacífico – porém com intensidade fraca. “Enquanto isso o oceano Atlântico apresenta resfriamento nas águas superficiais ao Norte e aquecimento no setor Sul, dinâmica que favorece o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) – principal sistema causador das chuvas no Norte e Nordeste do Brasil durante esse período”, disse Gilmar Bristot.

O gerente de meteorologia da Emparn reforça que as projeções indicam que “essa condição permanecerá pelos próximos meses. Condições que, somadas à baixa atividade solar, potencializam as precipitações”.

Zona próxima 

As chuvas que já caem em solo potiguar estão relacionadas à proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) da costa do RN e do Ceará. “Mesmo sem uma atividade constante, a ZCIT está presente e traz condições; e se buscarmos referências passadas, percebemos que quando combinado com a atividade solar mínima temos o aumento da formação de nuvens”.

Bristot garante que “há uma certa tranquilidade” em afirmar que a previsão é de chuvas normais e/ou acima do normal. Ele esclarece que a análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, como ventos, pressão e temperatura da superfície do mar, mais os resultados de modelos numéricos globais e regionais e de modelos estatísticos de diversas instituições de meteorologia do Brasil e do exterior, “indicam que o prognóstico climático para o período de fevereiro, março e abril de 2019  no RN é favorável às chuvas”.

Para chover no Rio Grande do Norte, e em boa parte da região Nordeste, o ideal é que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) entre em ação a partir do alinhamento de quatro fatores climáticos: presença do fenômeno La Niña, que reduz a temperatura da superfície do oceano Pacífico; poucos ventos sobre o continente; baixa atividade solar; resfriamento do Atlântico Norte e aquecimento das águas da porção sul do oceano.

Regiões

Choveu em 61 municípios do Rio Grande do Norte  no último fim de semana, segundo o boletim pluviométrico da Emparn. As maiores chuvas foram na região oeste, com 76,2 milímetros registrados em Campo Grande e 54,5 em Jucurutu – a cidade mais chuvosa nesses primeiros 14 dias de janeiro. Todas as regiões do estado já tiveram chuvas este ano. O volume atingiu o esperado para todo mês de janeiro em 25 cidades.

Além dessas cidades, outras seis estão consideradas acima da média (chuvosa). Jurucutu, município do Seridó, é o único considerado em situação muito chuvosa pela Emparn. A cidade seridoense acumulou 224,8 milímetros de chuvas até agora. Em seguida estão Martins e Campo Grande, localizados no oeste, com 150 e 149,3 mm, respectivamente.

Segundo o meteorologista da Emparn Gilmar Bristot, a situação do estado é semelhante a aquela registrada em janeiro do ano passado, com exceção da concentração. As chuvas deste ano estão mais concentradas principalmente no oeste. Ano passado as chuvas foram melhoras distribuídas. “A tendência é que as chuvas de janeiro desse ano, que ainda está na metade, continue, ficando muito parecido com janeiro do ano passado”, disse Bristot.

A  Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) registrou, entre 17 e 18 de janeiro, chuvas nos seguintes municípios:

Região Oeste

Viçosa  –  100 mm

Riacho da Cruz   – 56,3 mm

Água Nova –   46 mm

Rodolfo Fernandes  –  44,2 mm

Luís Gomes  –  40 mm

São Francisco do  Oeste  –  34,7 mm

Major Sales  –  34,1 mm

José da Penha  –  31 mm

Itau, Lucrécia e Paraná  –  30 mm

Dr. Severiano e Venha Ver –   25 mm

Tenente Ananias   – 24 mm

Pilões  –  23,6 mm

Rafael Fernandes  –  17,6 mm

Antônio Martins –   11 mm

Olho D’Água dos Borges –   11 mm

Rafael Godeiro  –  9,5 mm

Janduís – 6,2 mm

Baraúna –  6 mm

Francisco Dantas –  5 mm

Apodi  –  3 mm

Região Central
Pedro Avelino  –  4,8 mm

Bodó  –  1 mm

Região Agreste
Monte Alegre –  5 mm

Tangará  –  5 mm

João Câmara  –  2,1 mm

Santo Antônio –  2,1 mm

Litoral Leste

Taipu  – 8 mm

Extremoz  –  2,8 mm

Natal  –  2,3 mm

Baia Formosa  –  1,7 mm

Tribuna do Norte

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