Radialista esportivo Hélio Câmara morre aos 78 anos em Natal

Hélio Câmara era um dos ícones do rádio esportivo no Rio Grande do Norte

O radialista Hélio Câmara morreu na madrugada deste sábado (19), aos 78 anos. Ícone do rádio esportivo potiguar, ele era conhecido como “Super Hélio” e morreu na Policlínica, em decorrência de um câncer nos ossos.

“É com imensa tristeza que comunico aos parentes e amigos, que Hélio Câmara de Castro, o amor da minha vida, partiu, foi ao encontro de Deus”, escreveu Lelia Castro, mulher de Hélio Câmara. O radialista ainda deixou dois filhos.

Hélio Câmara fez parte da era de ouro da Rádio Cabugi, a maior equipe esportiva também chamada de “Escrete de Ouro”, título criado pela própria emissora que na época tinha além do grande narrador, também Assis de Paula, Marco Antônio, o garotinho da Copa,  José Carlos Oliveira e os comentarista Rubens Lemos e Adeotado Reis. Em quase 50 anos de carreira ele também passou pelas rádios Rural, Globo e 95 FM.

Em nota, o América de Natal lamentou a morte do radialista afirmando que “o rádio perdeu seu maior locutor esportivo”. Em 1997, a narração de Hélio Câmara no gol que deu o acesso ao alvirrubro para a Série A ficou eternizada na história do futebol potiguar.

“O futebol é um futebol que antes de mais nada aproxima, mas que também abre polêmicas extraordinárias em busca de uma verdade que não existe, porque não sendo ciência exata, a verdade não paira, são acidentes de percurso. Mas é o futebol, é minha paixão, a paixão de bilhões de seres humanos”, disse ele em entrevista à Rádio Globo em 2013.
Marcos Lopes, atual narrador da Rádio Globo, lembra da importância de Hélio. “Eu cheguei em 97 na Rádio Cabugi para ser o segundo narrador, na época o América tinha subido para a Série A e havia a necessidade da contratação de mais um narrador que ficasse fazendo os outros jogos, enquanto Hélio tinha a primazia dos jogos principais. Era um narrador diferenciado, ele tinha algumas tiradas e situações ao longo do jogo. Ele criou apelidos que acabavam pegando, como Moura de Príncipe Negro da Pousada, que ficou até hoje e virou título da biografia do jogador. Mesmo sendo declaradamente americano, era respeitado por todos os times. O Hélio foi a grande referência do rádio esportivo aqui no Estado, aquele nome que fica imortalizado na história, é uma perda enorme”, disse Lopes.
Outro parceiro de Hélio Câmara em muitas jornadas na Rádio Cabugi e Globo, o repórter esportivo Chico Inácio, hoje atuando na rádio 98FM, também destaca a figura do narrador como referência maior em um cenário cada vez mais raro da profissão. “Suas narrações tinham um brilho especial, ele criava bordões e apelidos que entraram para a história do futebol. Tinha o Boca Negra, o Principe de Cabul (apelidos que deu a Carioca e Moura). “Pessoalmente eu o chamava de capacete, pois sempre me deu uma luz e me ensinou muito no rádio”.

O velório vai acontecer a partir das 11h no Morada da Paz da avenida São José, em Natal, e o sepultamento está marcado para às 17h no Cemitério Público do Alecrim.
 
Relembre a narração de Hélio Câmara do gol de acesso do América em 1997:

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