PRP rejeita aliança, e Bolsonaro não terá general Heleno como vice

O Partido Republicano Progressista (PRP), ao qual é filiado o general da reserva Augusto Heleno, recusou nesta quarta-feira indicar o nome do militar para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL) em candidatura à Presidência da República. Ontem, Bolsonaro indicou que anunciaria Augusto Heleno como vice, mas não houve acordo. Procurado pelo GLOBO, o PRP afirmou, por meio de sua assessoria, que o general será candidato ao Senado pelo Distrito Federal.

Coligado ao governador petista da Bahia, Rui Costa, o nanico PRP não quis ceder. Em conversas por telefone entre dirigentes das legendas que avançaram a madrugada, o PRP recusou o convite para embarcar na campanha de Bolsonaro alegando que não poderia colocar em risco alianças já firmadas nos estados.

A legenda procura fechar o nome do vice até o dia 22 de julho, quando está prevista a convenção para lançar a candidatura de Bolsonaro. Mas já há quem admita, dentro da campanha, que esse anúcio só seja feito mesmo no limite legal, 5 de agosto. O próprio presidenciável já admitiu formalizar sua candidatura no próximo domingo sem escolher o nome do vice.

Essa é a segunda baixa na candidatura de Bolsonaro em menos de uma semana. Depois da recusa do senador Magno Malta (PR) em assumir a vice-candidatura, as conversas com o PR foram encerradas. O PSL não aceitou as exigências do chefe do PR, Valdemar Costa Neto, que pediu que a aliança se estendesse para a eleição proporcional no Rio de Janeiro e em São Paulo. A intenção de Costa Neto era que, coligado ao partido de Bolsonaro, o PR aumentasse sua bancada, elegendo um número maior de parlamentares.

A decisão do PRP de barrar o general Heleno caiu como um balde de água fria no PSL na manhã desta quarta-feira.

— Para nós foi com surpresa e tristeza que recebemos essa decisão do PRP. Não pelo partido, mas pelo general Heleno. Queríamos essa figura inabalável ao nosso lado — disse o deputado federal Major Olímpio, presidente do PSL em São Paulo e um dos políticos mais próximos da campanha de Bolsonaro.

Para o parlamentar, a justificativa do PRP de preservar as alianças regionais para não embarcar na campanha com o PSL foi apenas uma desculpa.

— Eles fizeram como a Lei de Maia. Me dê motivo para ir embora — disse Major Olímpio, citando o trecho da música de Tim Maia.

Sem general Heleno e ainda sem o nome de um candidato a vice, o PSL fará seus últimos esforços até o dia 5 de agosto para fechar alianças com outros partidos. O presidente do partido, Gustavo Bebianno, e o deputado federal Ônyx Lorenzoni, que apesar de ser do DEM é coordenador político da campanha de Bolsonaro, lideram as tratativas.

O GLOBO

Imagem: divulgação

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