Novo Centro Administrativo custará R$ 22 milhões

O custo das obras de recuperação e reabilitação do Centro Administrativo, sede do Governo do Rio Grande do Norte, ultrapassam os R$ 22 milhões. Os serviços estão sendo viabilizados com recursos do programa Governo Cidadão (ex-RN Sustentável), linha de crédito financiada pelo Banco Mundial, e esse valor não inclui a nova iluminação a ser instalada na área durante execução da última fase do projeto. A previsão é que as quatro etapas da obra sejam concluídas até abril de 2019, e um dos objetivos é tornar o ambiente atrativo para atividades de lazer e convivência, prática esportiva e promoção de eventos.

A segunda etapa dos trabalhos, de acordo com informações repassadas pelo programa Governo Cidadão, deve iniciar ainda neste mês de julho e inclui serviços de pavimentação, drenagem, paisagismo e cercamento. As fases dois e três das obras no Centro Administrativos estão orçadas em R$ 14,6 milhões; enquanto a última etapa (da iluminação) ainda não tem valor definido.

Até o momento, foram investidos R$ 5,6 milhões na construção de dois pórticos de acesso, um novo bloco anexo à Governadoria, e reestruturação da sede da guarda patrimonial. O expediente seguirá normal mesmo durante o período das obras.

“Essa primeira etapa também contempla arquivo administrativo, banheiros adaptados, vestiário, espaço administrativo, refeitório da guarda, cozinha, e guarita de controle de acesso”, adiantou Vagner Araújo, secretário extraordinário de Gestão de Projetos e Metas do Governo e coordenador do programa Governo Cidadão.

Vagner, que também acumula o cargo de titular da pasta do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), informou que a primeira fase deve ser entregue até outubro próximo – data prevista para liberação dos dois acessos principais do Centro Administrativos: o portão da BR-101 está fechado desde dezembro do ano passado, e o da Rua Raimundo Chaves desde janeiro de 2018.

“O Centro Administrativo está em uma localização privilegiada, central, por isso acredito que a recuperação e reabilitação de toda a área amplia as possibilidades de uso: hoje o espaço serve apenas como sede administrativa do Estado, após a conclusão das obras teremos um novo parque urbano, com um novo espaço de convivência para os natalenses”, avaliou Vagner Araújo.

Ele frisou que, nos finais de semana e horários alternativos, o local poderá ser utilizado para realização de eventos, feiras, festivais, apresentações culturais, atividades esportivas e de lazer. “É uma área aprazível, gramada, ajardinada, com arruamento adequado, segurança e infraestrutura para acolher diversas atividades”, disse o gestor.

Diante da previsão dos gastos com as obras na sede do Governo Estadual, superiores a R$ 22 milhões, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou o secretário Vagner Araújo sobre a real prioridade em recuperar e reabilitar o Centro Administrativo frente a necessidade de se investir em outras áreas como a de saúde. A carência de investimentos é vista, por exemplo, na situação precária em que se encontra o Hospital Doutor João Machado em Natal – a maior unidade psiquiátrica do RN.

“Essas obras no Centro Administrativo, erguido dentro de uma lagoa, tornaram-se urgentes: com a construção da Arena das Dunas e seu amplo estacionamento, assim como o túneis e viadutos no entorno, observamos a impermeabilização do solo em toda a região. A solução de drenagem, feita nos anos 70, época da construção do Centro, não atende mais a atual demanda”, justificou.

Araújo ressaltou ser “indispensável” uma nova infraestrutura de drenagem para aquela região no bairro de Lagoa Nova. “Quando chove os prédios ficam dentro d´água. E se voltarem a ocorrer chuvas mais fortes, como já teve no passado, podem cair. Então, é urgente se fazer a drenagem e, se você faz drenagem, tem que refazer toda a pavimentação”, reforçou.  O coordenador do programa Governo Cidadão acrescentou que os edifícios que abrigam secretarias e órgãos da administração estadual “estão com sérios problemas estruturais. Caso não sejam recuperados, poderão ser interditados”.

Vagner Araújo explicou ainda que uma das diretrizes de atuação do Banco Mundial (que financia o programa Governo Cidadão) foca a gestão: “A lógica é de que não adianta fazer mais hospital, fazer mais escola, fazer delegacia, sem olhar para a gestão. Construir um hospital é fácil, difícil é mantê-lo funcionando bem ao longo do tempo. É preciso ter capacidade de gestão e sustentabilidade financeira para reequilibrar as contas do Estado, para manter hospitais, escolas e polícias. Por isso é necessário modernizar a máquina administrativa, torná-la mais eficiente”, avaliou.

O gestor ainda listou outras frentes de investimentos nas áreas de educação (R$ 187 milhões) e de saúde (R$ 185 milhões), mas informou que a recuperação do Hospital João Machado “não está incluído nessa etapa”.

POR TRIBUNA DO NORTE

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