Iniciadas obras de restauração do Teatro Alberto Maranhão

Fechado há pouco mais de três anos, desde julho de 2015, após laudo do Corpo de Bombeiros apontar problemas na estrutura física, deficiência nas instalações elétrica e hidráulica, ausência de projeto para combate à incêndios, falta de acessibilidade e problemas de drenagem, o centenário Teatro Alberto Maranhão começou a receber os primeiros operários para uma ‘estreia’ há muito esperada por artistas e produtores culturais potiguares: o início das obras de restauração, recuperação e requalificação da mais antiga e importante casa de espetáculos do Rio Grande do Norte. A obra foi iniciada ontem, no coração do bairro da Ribeira, e vai custar exatos R$ 7.743.385,76. O prazo estimado para conclusão do serviço é maio de 2019.
Do alto de seus 114 anos, o Teatro Alberto Maranhão ganhará revitalização na pintura externa em amarelo claro com contornos branco e adornos dourado escuro; nova cortina, iluminação e sistema de som; elevadores para acessar o salão nobre e os camarotes; poltronas restauradas; melhor climatização; novo piso no átrio central, com a inclinação correta e material com característica permeável para evitar inundações; e uma estrutura modernizada da caixa cênica, conjunto que inclui palco, coxias, acústica, urdimento (área sobre o palco, utilizada para instalação de iluminação e cenários), ciclorama (parede côncava que fica no fundo do palco), ribalta e proscênio (ambos na frente do palco).O corredor dos camarins será todo reformulado, onde, além de quatro camarins, terá um vestiário masculino, um feminino e uma sala para depósito. Com a reforma, haverá uma pequena diminuição da capacidade de público: passará de 660 lugares para 628, somando plateia, camarotes, frisas e galeria. Ainda está previsto espaço para cadeirantes e assentos para obesos.

“O TAM nunca recebeu uma obra de reforma tão completa e ampla quanto essa que está planejada. E como o maior serviço é o de restauração, é preciso um cuidado extra”, disse o secretário Vagner Araújo, coordenador do programa Governo Cidadão (ex-RN Sustentável), linha de crédito que utiliza financiamento do Banco Mundial e vai garantir a execução da obra – que inicialmente seria viabilizada com verba federal do PAC Cidades Históricas, recursos que acabaram não sendo liberados.

“As obras do TAM estavam incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Cidades Históricas), do governo federal, desde 2013, mas os recursos não chegaram e o Estado fez o distrato (rescisão) com o Ministério da Cultura. Toda esta burocracia atropelou o projeto e atrasou o início da restauração”, declarou Amaury Júnior, diretor da Fundação José Augusto, no dia 26 de junho, data da assinatura da ordem de serviço pelo governador Robinson Faria.

Números

114 
anos é o tempo que o TAM foi inaugurado


anos é o período que o TAM está com as portas fechadas

R$ 7,7 milhões 
é o custo total da obra de restauração, reforma e requalificação do TAM

10 
meses é o prazo previsto para conclusão dos serviços

628 
lugares será a nova capacidade de público do teatro após conclusão das obras

Yuno Silva
Repórter
TRIBUNA DO NORTE
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