General suspeito de conflito de interesses é nomeado presidente da Funai

O presidente da Funai, Franklimberg Ribeiro de Freitas, durante a abertura da Semana do Índio Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/16-04-2018

Diretora que desautorizou Moro é exonerada do órgão, que não tem mais a atribuição de demarcação de terras indígenas

BRASÍLIA — O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, efetivou a nomeação do general da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas como presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai ) e a exoneração de Azelene Inácio do cargo de diretora de Proteção Territorial do órgão. Os atos, encaminhados pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e publicados no Diário Oficial da União, põem fim a uma das confusões desses primeiros dias do governo de Jair Bolsonaro , que envolveu ainda o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Franklimberg e Azelene disputavam poder numa Funai esvaziada, que já não tem a atribuição de demarcação de terras indígenas — essa função, agora, é do ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR) Luiz Nabhan Garcia, secretário especial de Assuntos Fundiários no Ministério da Agricultura.

Franklimberg presidiu a Funai entre maio de 2017 e abril de 2018, no governo do presidente Michel Temer. Sem cumprir quarentena, aceitou cargo de presidente do conselho consultivo para assuntos indígenas na mineradora Belo Sun, que tenta destravar uma licença ambiental para um projeto de exploração de ouro a poucos quilômetros de terras indígenas no Pará. O conflito de interesses levou a Comissão de Ética Pública da Presidência da República a determinar o cumprimento de quarentena e a abrir um processo para apurar eventual infração ética de Franklimberg. O processo está em curso e em diligência.

G1

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