Custo por voto se eleva e vai ser de R$ 6,37 no RN este ano, projeta TRE

O pleito eleitoral deste ano no Rio Grande do Norte deve custar R$ 15,124 milhões ao final de dois turnos. A previsão é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em levantamento divulgado nos últimos dias, na apresentação do Plano Integrado das Eleições 2018. O valor representa um aumento de quase R$ 1,5 milhão com relação ao de 2014, a mais recente disputa geral, que elegeu governador, presidente, senadores e deputados federal e estadual.

Baseado nessa despesa e no número de eleitores (2,373 milhões no Rio Grande do Norte), segundo os cálculos do TRE, a Justiça Eleitoral vai gastar R$ 6,37 por voto neste ano, um aumento de mais de 50 centavos nos R$ 5,83. “Essa é a previsão para os dois turnos e considerando os gastos com custeio e com pessoal”, afirmou Andréa Ramos, diretora-geral do Tribunal, em entrevista concedida nesta semana, a 96fm.

Diante desse valor que se espera gastar, não é por acaso que um dos desafios do Tribunal (ao lado da segurança) é não “jogar esse dinheiro no lixo”, ou seja, fazer o eleitor ter consciência que precisa comparecer nos dias de votação e deixar seu voto. “O desafio é fazer o eleitor estar pronto para escolher os seus representantes. Estimular o eleitor para que ele compareça as urnas eletrônicas e escolha seus representantes”, avaliou Remos.

No caso da segurança, a presidência do Tribunal Regional Eleitoral, exercida atualmente pelo desembargador Dilermano Motta, já encaminhou ofício para juízes eleitorais para que estes justifiquem a necessidade de tropas federais. “Isso aí vai ser analisado pela Corte, que faz um filtro dessa necessidade, e encaminha para o TSE, que analisar a necessidade de encaminhar ou não essas tropas”, acrescentou Ramos.

Fora isso, a diretora-geral do Tribunal revelou que o órgão já tem mantido contato com a Polícia Militar, que é quem faz as guardas das urnas eletrônicas; e com a Polícia Federal, que estabelece polos nas zonas que são mais críticas com relação a compra de votos, como forma de coibir esse crime durante o pleito. “Mantemos contato também com a Polícia Civil, com os Bombeiros e com a Polícia Rodoviária Federal, que fiscaliza o transporte irregular de eleitores, por exemplo”, afirmou.

[foto:Reprodução]

[AgoraRN]

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