Bolsa renova recorde e vai a 104 mil pontos

A Bolsa brasileira renovou o recorde histórico da véspera nesta sexta-feira (5). Com o avanço da reforma da Previdência, o Ibovespa teve alta de 0,43%, a 104.089 pontos. Já o dólar teve alta de 0,52%, a R$ 3,82, com valorização da moeda americana no cenário internacional.

A aprovação da reforma da Previdência na comissão especial e a expectativa de início da votação em plenário na terça (9) animaram investidores no Brasil, que destoou dos mercados americanos e europeus.

Nesta sexta, foram divulgados os dados sobre criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos. Diferente de maio, junho teve uma forte recuperação na taxa de emprego. Foram criados 224 mil novos postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, o maior número em cinco meses, segundo o governo americano.

O dado veio bem acima das estimativas de economistas, que previam criação de 160 mil vagas em junho. A força do mercado de trabalho afasta a pressão para que o Fed (banco central americano) reduza a taxa de juros na próxima reunião de política monetária, em 31 de julho.

A possibilidade de manutenção da taxa de juros derrubou as Bolsas americanas pela manhã. Ao longo do dia, a análise da manutenção dos salários e consequente manutenção da inflação levaram investidores a ainda apostar em uma redução no juro, só que mais modesta.

Segundo o relatório do Departamento do Trabalho, os ganhos médios por hora aumentaram 0,2% em junho, depois de ganharem 0,3% em maio. Isso manteve o aumento anual dos salários em 3,1% pelo segundo mês consecutivo.

Os números evidenciam a desacelerando da economia, que ainda pode encorajar o Fed a cortar os juros em 0,25 ponto percentual.

“O corte de 0,5 ponto percentual deve ser completamente desconsiderado neste momento”, afirma Scott Brown, economista-chefe da Raymond James.

Ao fim do pregão, Dow Jones registrou queda de 0,16%, S&P 500, 0,18% e Nasdaq, 0,1%.

A aversão a riscos fez a cotação internacional do dólar subir 0,5%. No Brasil, a moeda americana teve a mesma oscilação e foi a R$ 3,821.

Na Europa, os índices também foram impactados pela redução nas encomendas à indústria alemã. Em comparação com abril, maio teve 2,2% menos encomendas. O número surpreendeu o mercado, que esperava uma leve queda de 0,3%.

“O resultado negativo reforça o mau período vivenciado pela Alemanha. Por ser uma economia voltada às exportações, a retração global da atividade econômica vem impactando a Alemanha consideravelmente. Mudanças recentes em padrões de emissões de carros também pesam na recuperação”, diz relatório da XP Investimentos.

A Bolsa de Frankfurt recuou 0,5%, Paris, 0,48% e Londres, 0,66%.

No Brasil, a alta da Bolsa foi puxada pelos bancos. O índice chegou a bater 104.175 pontos na máxima do dia, novo recorde intraday. O giro financeiro foi de R$ 15 bilhões.

O Itaú teve alta de 0,8%, a R$ 37,29, e as ações preferenciais do Bradesco subiram 0,4%, a R$ 39,23. Os papéis ordinários (com direito a voto) do banco subiram 0,71%, a R$ 35,09.

Tais altas compensaram a forte queda da Vale, que recuou 2,53%, a R$ 50,36. A companhia foi afetada pelo agrupamento das principais siderúrgicas da China para investigar se fatores “extra-mercado” são a explicação por trás de uma alta recorde nos preços do minério de ferro.

As empresas discutem estratégias para lidar com o salto nos preços do minério de ferro importado, que subiram 69% neste ano, tocando um recorde na quarta-feira, a US$ 131. O grupo pediu, inclusive, que o governo chinês mantenha a estabilidade do mercado.

Com a iniciativa, a cotação do minério de ferro recuou 4,39%, a US$ 122.

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